Preso homem que OBRIGOU JOVENS A PULAR DE TREM EM MOVIMENTO em Mogi das Cruzes
A Polícia Militar prendeu na noite deste domingo (11) um homem condenado por ter obrigado dois jovens a pular de um trem
em movimento na estação Brás Cuba da CPTM (Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos) em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, em dezembro de
2003. O preso estava foragido desde dezembro do ano passado.
Além dele, outros dois homens foram condenados pelo crime. Os três,
vestidos como skinheads, obrigaram dois jovens a saltarem de um trem em
movimento. As vítimas usavam cabelos moicanos e camisetas de bandas
punks. Um dos jovens morreu ao saltar do trem e outro teve o braço
amputado.
A prisão ocorreu no km 28 a rodovia Ayrton Senna, em Guarulhos, na
Grande São Paulo. Vinicius Parizatto, de 36 anos, que trabalhava como
analista de sistemas, estava em um carro com a namorada. De acordo com a
polícia, ele voltava de uma igreja evangélica em Itaquera, na Zona
Leste de São Paulo, para sua casa em Mogi das Cruzes.
De acordo com o advogado, Vinicius foi solto em 2011 para aguardar o
julgamento dos recursos após cumprir 2 anos e 4 meses de prisão. Em
dezembro de 2017, o último recurso foi negado pela Justiça e ele foi
condenado a 31 anos, 9 meses e 3 dias de prisão.
Caso
Em dezembro de 2003, imagens das câmeras de segurança da CPTM mostraram
Vinicius com Danilo Gimenez Ramos e Juliano Aparecido Freitas na
estação Brás Cubas. Eles seriam integrantes de um grupo de skinhead e
obrigaram Flávio Cordeiro, com 16 anos, e Cleiton Leite, de 20 anos, a
pularem do trem em movimento porque os rapazes aparentavam ser punks por
causa do estilo da roupa que usavam e do cabelo.
Segundo denúncia feita pelo Ministério Público na época, os três
acusados gritavam “ou pula, ou morre” para as vítimas. Cleiton leite
morreu durante a queda e Flávio perdeu o braço.
No dia do crime, os três acusados estavam vestidos com jaquetas,
coturnos, e calças com detalhes militares. Além das roupas, o grupo de
amigos estava armado com machadinha e tchaco (instrumento de dois
bastões ligados por uma corrente).
Todos os acusados negam os crimes e alegam que os jovens saltaram do trem por vontade própria.
Os outros dois envolvidos no crime também foram condenados. Juliano
Aparecido Freitas foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão em maio de
2011 e está preso desde 2015. Danilo Gimenez Ramos aguarda em liberdade
o julgamento de um recurso no Supremo Tribunal Federal.